Localizada no centro urbano de Vassouras, o terreno ao redor do Casa da Hera possui 33 mil m². A vegetação exuberante da Chácara, repleta de plantas nativas da região e árvores frutíferas, torna o passeio pela área verde um dos pontos principais da visita ao Museu. Além da agradável caminhada pelo terreno, uma das atividades mais apreciadas pelos visitantes é percorrer o extenso túnel de bambus, também chamado de “túnel do amor”. Atualmente, a caminhada ecológica pela Chácara é parte integrante do circuito de visitação ao Museu.

Um jardim histórico é uma composição arquitetônica com elementos naturais, um monumento histórico e artístico, cujo material é, sobretudo, vegetal, vivo e, por isso, perecível e renovável. A área do jardim é organizada intencionalmente para o proveito, a amenização, o deleite, a educação, a recreação, o encontro e a contemplação daqueles que o frequentam. Os jardins da Casa da Hera são tombados e, por esse motivo, constituem-se como um patrimônio que deve ser valorizado, protegido e preservado.

Bambuzal – Por Douglas Montes

Hera
Originalmente, a Casa não possuía hera. Ela foi plantada somente em 1887 por Manuel da Silva Rebello, o caseiro que ficou responsável pela casa após a partida de Eufrásia e sua irmã para a Europa. Será que ele imaginava que seu ato marcaria de maneira tão profunda esta casa a ponto de ficar conhecida como a “Casa da Hera”?

Jabuticabas
Desde o século XIX, a Chácara da Hera esteve sempre repleta de árvores frutíferas. A jabuticaba tornou-se uma das frutas mais abundantes e a parte da Chácara em que a planta é encontrada em maior profusão ficou conhecida como “Caminho das Jabuticabeiras”.

Vassourinha
Encontrada em abundância na região durante o período das primeiras ocupações, ainda no século XVIII. Era tradicionalmente usada pelos viajantes para a fabricação de vassouras. Foi graças à esta planta que a cidade recebeu o nome que se mantém até hoje.

Palmeira Imperial
No Brasil o primeiro exemplar de Roystonea oleracea foi plantada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro pelo príncipe regente D. João VI, em 1809. A partir de então, esta espécie de palmeira foi associada ao poder monárquico.

Bonecões
Os bonecos expostos em vários pontos da Chácara foram produzidos durante as Oficinas de Bonecões Zé Pereira, ocorridas em diversos momentos entre 2011 e 2013. A atividade foi desenvolvida pela arte educadora Tiza Vidal e seus alunos e contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Vassouras. Os bonecos representam Eufrásia e Dr. Joaquim os últimos donos da Casa da Hera. Também são homenageados o antigo caseiro, Manoel da Silva Rebello, e o mitológico burrinho Pimpão, que teria recebido toda a fortuna de Eufrásia após seu falecimento.

Sede do Ecoclube Manoel da Silva Rebello
Um ponto de grande destaque da Chácara é a Sede do Ecoclube, onde o visitante pode encontrar diversos canteiros, cultivados de acordo com a permacultura, além de composteira, minhocário e berçário de plantas.
Horta Mandala
No jardim, a horta mandala é composta de canteiros concêntricos que respeitam a agricultura ecológica. O princípio é a inspiração nas formas orgânicas da natureza, seguindo os princípios da permacultura.  A horta mandala economiza água, trabalha com a diversidade de plantas, aproveita melhor o espaço, e ainda, poupa o solo usando apenas fertilizantes orgânicos. O termo Mandala vem do sânscrito que significa círculo. Simbolicamente representa a temporalidade, a finitude e mudança e, ao mesmo tempo, a eternidade. É uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmos.
Espiral de ervas
A forma de espiral deste canteiro é fruto da tentativa de reprodução de uma das formas que encontramos nos ambientes naturais. Ao imitar esses padrões, estamos proporcionando harmonia e integração entre o homem e a natureza. A forma em espiral consegue otimizar a produção e a distribuição de energia e de espaço, pois sua estrutura propicia a criação de diversos microclimas em um espaço pequeno e, com isso, permite cultivar plantas que possuem diferentes necessidades de luz, água e nutrientes.
Minhocário
Seguindo as orientações da agricultura ecológica, as crianças do Ecoclube Manoel da Silva Rebello auxiliaram na construção deste minhocário. Os minhocários são uma maneira simples sustentável de conseguir boa terra para os canteiros da horta, uma vez que as minhocas concentradas nesse espaço produzem um húmus muito fértil e ideal para adubar as plantas cultivadas, já que possuem muitos nutrientes. Você sabia que as minhocas têm cinco corações e respiram através da pele?

Roda d’água
Esta peça era parte de uma estrutura chamada moinho d’água. Um moinho de água permite moer grãos, irrigar áreas cultiváveis ou drenar terrenos alagados a partir da força da água. Há centenas de anos o movimento da água é usado nos moinhos. A passagem da água por esta roda fazia mover pequenas engrenagens de ferro ligadas a uma mó (pedra redonda muito pesada), que moía o cereal – trigo, milho, cevada, aveia, etc. – transformando-o em farinha.

Telhas
As telhas menores em exposição são do tipo capa e canal, o mesmo que se encontra no telhado da casa, e as maiores são calhas. Nesse tipo de cobertura, uma telha é encaixada sobre a outra de maneira que, a de baixo, funcione como um tipo de canal por onde passa a água. As telhas de cerâmica, de fabricação semi-artesanal, como essas, eram as mais comumente usadas nas construções do século XIX na região.

Buraco dos Escravos
Local onde ocorrem diversas apresentações culturais. Ali estão os bonecos de Manoel Congo e Mariana Crioula. Em 1838, motivada, inicialmente, pela revolta contra a morte de um escravo, houve uma fuga em massa que teria contado com a adesão de cerca de 300 a 400 negros de diversas fazendas da região de Paty do Alferes-RJ. Manuel Congo foi o principal líder dessa fuga. Ele e sua companheira, Mariana Crioula, são importantes símbolos da resistência dos negros contra a escravidão, pois esta foi a maior rebelião de escravos já ocorrida na região do Vale do Café. Os bonecos são uma homenagem, não só a esses dois personagens, mas a todos os escravos que ajudaram a construir nossa história.

Túnel de Bambus
O túnel de bambus da Chácara da Hera é um dos principais cartões postais do local. Ele possui, aproximadamente, 300 metros de extensão e faz parte dos jardins históricos do Museu, pois já estavam constituídos nessa área desde o século XIX. Aqui nasce um córrego de água salobra que é um dos formadores do ribeirão de Vassouras. O bambuzal entrou para cultura popular como “túnel do amor” por ter sido um local muito freqüentado pelos casais apaixonados.

Chácara – Por Douglas Montes

Chácara – Por Sylvana Lobo

4 Respostas to “Conheça a Chácara”

  1. Neise salles Says:

    S aõ ações que fazem a diferença,deveriam servir de inspiração e força de luta para outros acervos sejam preservados,Para mim um gostinho todo especial,já que, infancia e juventude privilegiada por ter podido desfrutar desta maravilha.Farei conciliação de ‘tempo’para um saudosismo merecido.Amei este projeto.

  2. carlos Says:

    Estivemos em vassouras em outubro de 2013.A Casa da Hera tem algo de encantado.Minha filha de 5 anos amou:brinquedos bem conservados,jardins e o interior impecável com um guia ótimo.Lamentamos apenas a rabugisse do IPHAN, que, atrasado e desconectado com os grandes museus e castelos, principalmente da Europa, continua a cahar que uma foito faz mais mal do que o sol que entra pelas janelas abertas do casarão.
    Alias, o túnel de bambu, lindo, estava com o chão muito sujo de camadas de folhas secas, não entramos por medo de cobra.
    Mas a visita deixou belas lembranças! Parabens!

    1. Casa da Hera Says:

      Prezados Carlos,

      Ficamos muito felizes em saber que sua visita ao Museu foi agradável.

      Atualmente, a gestão do Museu Casa da Hera está a cargo do IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus), uma autarquia do Ministério da Cultura. A opção por não permitir fotografia está relacionada à conservação, mas, antes de tudo, também a uma questão de direito do uso de imagens a que estamos institucionalmente vinculados. Quanto às folhas no chão do túnel de bambus, informamos que elas não são removidas porque formam uma camada natural de proteção do solo, fundamental para o crescimento saudável das plantas da área.

      Qualquer dúvida, estamos à disposição.

      Atenciosamente,

      Cinthia Rocha
      Educadora

  3. egislene oliveria correia Says:

    EU fui a muito tempo no museu,mas me lembro de cada de tale,pois foi por causa desse passeio que hoje em dia eu faco turismo,e falo em sala desse museu que e lindo que a turma tinha que ir para ver como e lindo e historicamente rico em de tales eu pretendo voltar ao museu com muito gosto.

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